Sexta-feira, 22.05.09

 

No meio das tarefas domésticas dei por mim a pensar no texto d´OGajo.

M#$%da para a evolução. Que raio de desenvolvimento ou transformação gradual e progressiva foi esta? Lavar a loiça, limpar o pó, aspirar, lavar a roupa, passar a ferro e étecetras continuam a fazer parte da vida de qualquer Gaja. E para somar aos afazeres, ainda cuidamos de um tamagotchi que possa andar lá por casa.

 

- Não sejas ingrata, tu votas e até te deixam trabalhar...

- Pois sim!

 

Meus queridos, se o vosso 1.º pensamento ao ler as minhas primeiras palavrinhas foi: “Ah e tal, eu até que ajudo o meu amorzinho” Eu digo: “Ajudar? Ajudar?”

 

Poisé, os homens não deviam ter na cabeça que devem ajudar, devem sim, ter sempre presente a palavra PARTILHAR.

 

Ora se vivem (ou sobrevivem) nas mesmas 4 paredes, porque raio é que não podem partilhar as coisas a fazer?

 

Não, é difícil para eles. “Querida já coloquei as meias no cesto”

Que é isto???

Informam as donzelas como se estivessem a fazer um favor? Mas é preciso tirar algum curso para mexer os dedos de uma mão e agarrar nas peúgas e deposita-las no cesto da roupa? Se calhar é! Para eles, o nível de higiene e decoração limita-se a combinar a cor das mal cheirosas com o soalho ou o tapete do quarto.

 

No limite da paciência, lá explicamos que a partilha e cooperação é fundamental. Em vão? Algumas vezes. Porquê? Porque ao chamarmos à atenção em demasia, dizem que os estamos sempre a criticar e sentem-se intimidados com a nossa posição.

Tss… Tss… Tadinhos.

E se ouvissem logo à primeira? E se para além do ouvir, tentassem perceber o que realmente vos queremos dizer?

 

Em frente…

 

Chego ao dia de hoje e vejo os gajos intimidados com a nossa suposta independência e com a nossa liberdade verbal.

Intimidados com o quê? Por não termos vergonha da nossa beleza? Inteligência? Sucesso? Dinheiro na carteira? Casa própria? Intimidados com o quê?

“Ai a gaja é linda, não me vai ligar nenhuma”

“Ai a gaja sabe falar sobre tudo, e eu não”

“Ai a gaja ganha mais do que eu, e não a quero a sustentar-me”

“Ai a gaja mora sozinha, tem defeito”

“Ai a gaja é mais alta do que eu”

 

E se fechassem a matraca e utilizassem aquela parte do corpo humano que assenta no pescoço para usarem as coisas de que se lamentam para o bem comum?

 

Eles agora até se queixam da falta de atenção, e que não os elogiamos…

Afinal o que querem eles? Voltar ao século passado?




Aqui as perspectivas são diferentes… tão diferentes quanto um gajo e uma gaja podem ser
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