Segunda-feira, 30.11.09

Se pensarmos um bocadinho, podemos logo detectar a maneira como encaramos a mãe do nosso Gajo.

Quando as tratamos por:

- “A mãe dele” = Para nós ela totalmente indiferente. É como o pó, está lá, mas a maior parte das vezes nem queremos saber. Tá lá e coiso…

- “A sogra” = É aquela estúpida abelhuda. Temos que levar com ela porque é mãe do nosso querido. Estamos a dizer um olá enquanto desesperamos por um adeus e até à próxima.

- “Pelo nome próprio” = As queridas, respeitamos e na melhor das situações até gostamos delas. Não nos faz confusão ir almoçar a casa dela num domingo ao 12h. Se telefona ainda enviamos um beijinho. É a lamechice.

 

A Ciumenta:

A tal que exige a atenção constante do filho.

O telemóvel é o seu maior aliado e a agenda parece só ter um contacto. O do filho! A tecla para desligar não existe e tem sempre mais qualquer coisa a acrescentar. Algumas deixam coisas por dizer para terem a desculpa para ligarem mais tarde. Recusam dividir o filho com outra mulher. A nora passa a ser o principal alvo a abater. Tudo o que a desgraçada faz, ou está mal feito ou a mãe faria melhor. Tem uma certa tendência para a cobrança. Lembram sempre ao filho que sofreram muito para o educar, criando assim sentimentos de culpa no Gajo. Se a Gaja abre a boca, está a ser injusta e muito pouco compreensiva na opinião do Gajo.

Por mais difícil que seja, não vale mesmo a pena bateres de frente. Há lugar para as duas e entrar numa batalha para disputar o amor, é uma batalha perdida.

Sempre que a ranhosa estiver perto, tenta equilibrar as atenções que dás ao teu Gajo. Não o podes mimar, mas também não finjas que ele não existe. Assim não provocas a ira na senhora, e até pode ser que ela te tolere. Se não estiveres para aí virada, de vez em quando prega-lhe uma rasteira e culpa o gato.

 

A Ubíqua:

A tal que está ao mesmo tempo em toda a parte.

O teu Gajo esteve ao telefone há 10min e este já está a tocar novamente? É bem provável que seja a mãezinha outra vez. Esta espécie liga para saber de tudo. A ela não lhe interessa as tardes da Júlia ou ver o novo casaco do Goucha. A sogra quando telefona quer mesmo saber da vossa vida. A que horas acordaram, se já almoçaram, o que vão fazer. Quer a informação com detalhes. Para evitar o amuo, o Gajo geralmente responde ao solicitado.

É uma perda de tempo esconder o telefone ou fingir que não ouviram a tocar. Esquece! Se o fizeres o mais certo é a besta estar a tocar-te à porta minutos depois.

Não penses que a distância é uma barreira. Mesmo que a viagem demore 2 horas, ela faz-se à estrada. Na mente dela existe a possibilidade de o filho ter sido raptado por Aliens ou estar muito doente. Estas sogras além do telefone, gostam muito de aparecer sem avisar.

Conversar com o Gajo sobre a situação é desperdício de energias. Com um sorriso nos lábios conversa com a sogra. Pede-lhe que da próxima vez avise antes de se fazer à estrada, é que pode acontecer não estarem em casa e ela evita a viagem em vão. … Se ela contra atacar, se ela te fizer sentir culpada por estares a dizer que ela está a mais, olha paciência. Convida-a para jantar e junta à comida laxante. Ela vai continuar a aparecer, mas da caganeira não se livra.

 

A Abelhuda:

A tal que se acha dona e que pensa que manda! Xiiiii esta é difícil.

O teu lar é o lar dela! A abelhuda tem de certeza as chaves. Quando entras em casa sabes de imediato que o ambiente está contaminado. Não se limita só a passar a ferro.

Sem dares por ela, tens um “Querido mudei a casa – anos 40”.
Ela dá opinião sem lhe pedires. É das tais que sabe tudo sobre tudo, e quando não sabe é só porque não se lembra. Ahhhh! Adora elogiar as Ex´s do teu Gajo.

Se tens uma destas, tás feita. Podes tentar um pouco das outras soluções, mas o que vais mesmo precisar é de tolerância e sorte. Muita mesmo. Ah e força!

Leva a coisa como um jogo! Quando ela alterar a disposição das tuas coisas, voltas a meter como estava antes. Vai ser cansativo, mas como a velha tem mais anos que tu, estás em vantagem. A bruxa vai cansar-se primeiro. Quanto às chaves, bem… muda de fechadura. Ela vai andar a chatear por causa da cópia da chave, arranja desculpas ou ignora.

Pode ser que ela apanhe um esgotamento por estares a gozar com ela.

 

A Sogra Two Face:

O bem e o mal com 2 pernas e mamas até ao joelho.

A P#$# da velha é maravilhosa à tua frente, mas quando viras as costas sentes a facada. Ela nunca te quis atingir, escorregou apenas. Falsa! Nunca te ataca à frente do teu querido, e porque? Para que ele não tenha motivos para levar a sério as tuas reclamações. Solução? Seres a Nora Two Face. Dá-lhe cabo do juízo quando o filho não estiver a ver. Diz-lhe com um sorriso que já se notam uns cabelos brancos e comenta com o teu Gajo que a mãe está muito bem para a idade. Quando a ofendida se for queixar, o filho confuso não vai tomar partido nem chatear-te com isso.

 

A No Stress:

Não há muito para dizer. Estas sabem bem o lugar delas. Como é uma espécie bem resolvida, deixam os Gajos soltos para namorar e não fazem perguntas. Se o filho está feliz, elas ficam felizes. Recebem-nos sempre com um sorriso e fazem a nossa comida preferida. Quando telefonam não se esquecem de nos mandar um beijinho. É uma sogra a manter.

 

A Hello Kitty:

São raras, mas ainda andam por aí algumas. São amorosas e preocupadas.

Adoptam-nos, passamos a ser as filhas que não tiveram. O telefone que toca pode ser o teu ou o dele. Gostam de conversar e de passear com as noras. Aprovam o namoro e não estão sempre do lado dos filhos. Por vezes dão-nos razão e ainda lhes dão na cabeça. Se o namoro acabar, mantêm o contacto com as “filhas”.

 

A SOGRA IDEAL:

Rara e em extinção!

Mora noutro país ou já foi comida pelos bichinhos.

 

Há esperança? Há!

Temos que acreditar que existem sogras boas.

A ideal é a carinhosa, amorosa e prestável. É aquela que consegue ver que também fazemos parte da vida do Gajo, e aceita. Sabe participar na vossa vida sem interferir demasiado.

Esta é a sogra que nós desejamos, uma com quem seja possível criar um laço de cumplicidade e de carinho. O Gajo não traz instruções, e como por vezes é difícil perceber como funcionam e que contra-indicações provocam, a sogrinha ajudaria com a sua experiência. Uma orientação bem vinda que só ela pode dar. Assim e em vez de disputar ou entrar em guerras juntaríamos forças para alcançar um final feliz. (Ohhh que bonituuuu)

 

Elas existem! Há mães de Gajos que vale mesmo a pena conhecer!

 

Se nada disto resultar… Muda de cidade, de país.

Se quiseres ser mais radical, muda de marido/namorado e dedica-te ao croché.


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Aqui as perspectivas são diferentes… tão diferentes quanto um gajo e uma gaja podem ser
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