Terça-feira, 16.06.09

 

Ponto prévio: Susan Boyle é a filha perfeita.  

 

A diferença fundamental entre ter um filho e uma filha é precisamente o sexo (ena!!). Não o sexo dos miúdos mas o sexo que os miúdos vão fazer e a forma como os preparamos nesse sentido.

 

Pode o mundo dar 350 mil voltas. Pode a terra ser colonizada por seres extra terrestres. Pode toda a sociedade tal como a conhecemos desaparecer engolida por um vulcão mau com tentáculos de lula gigante. Há coisas que não vão mudar nunca! E a todos os que dizem "ahh nunca digas nunca" eu questiono: é de exemplo que se precisa? Vamos lá. Nunca em tempo algum se ouvirá um pai dizer orgulhoso:

 

"A minha filha faz hoje 16 anos vou levá-la a perder a virgindade, é o dia mais feliz da minha vida. Vão enfiar-lhe um sardo". Esta frase não vai ser dita nunca. NUNCA! Mais rapidamente a Manuela Moura Guedes realiza um felácio ao Marinho Pinto.

 

Por outro lado, se filho nosso não chegar a casa até aos 14 anos a queixar-se de pruridos na gaita derivado a contacto sexual desprotegido com a badalhoca do ano acima… não há como evitar um ligeiro sentimento de frustração e falhanço.

 

E isto não vai mudar! Filho homem quer-se despachado da cruz da virgindade o mais depressa possível, de preferência com gonorreia e herpes genital à mistura. Filha mulher pretende-se casta e pura, só come calipos depois dos 25 e quando supervisionada. Não vá entusiasmar-se por instinto...

 

Este post não tem como propósito tentar alterar esta realidade. Quero com isto prestar a minha homenagem póstuma a um homem chamado Patrick Boyle. Sim! O pai da mais recente destravada que o mundo fez questão de abraçar: Susan Boyle.

 

Observo Susan Boyle e não consigo deixar de imaginar que seu pai a contemple com o terno sentimento de dever cumprido. Estamos a falar de uma mulher com mais de 50 anos, virgem e que até há bem pouco tempo nunca tinha dado um beijo na boca de um homem. Apetece dizer "bom trabalho Patrick. Parabéns!".

 

Contudo, se merece um forte aplauso pelo óptimo trabalho desempenhado na preservação da pureza e integridade da sua filha. Também é verdade que perpetuou ao limite da insanidade aquela ansiedade que antecede as noticias trágicas… este homem viveu décadas com a mesma inquietação "será que a minha filha já foi conspurcada? Terá sido hoje?".

 

A virgindade de Susan Boyle é motivo de orgulho paterno? Ou o prolongamento asfixiante da maior das inquietações de um pai? Apesar de ser a mais trágica das notícias há uma sensação de alívio associada ao momento em que a filha perde a virgindade. Uma espécie de “pronto, já não tenho de me preocupar mais com isso…”

 

Quem foi afinal Patrick Boyle. Um herói? Um homem eternamente amargurado pela dúvida? Talvez um pouco dos dois? Hoje não trago conclusões, talvez uma: até uma filha perfeita arranja forma de infernizar a vida de um pai. Parabéns Patrick. Forte abraço.

 

PS: Susan Boyle beijou um homem na boca e acabou num hospital psiquiátrico. E se perder a virgindade?




Aqui as perspectivas são diferentes… tão diferentes quanto um gajo e uma gaja podem ser
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