Sexta-feira, 30.10.09

 

Porque razão é o programa mais esclarecedor sobre sexo na televisão apresentado por uma senhora à beirinha da senilidade? Que conclusão haverá a retirar daqui?

 

É mais ou menos unânime que a pessoa que ali está é muito muito velha… Isso preocupa-me. É possível que de um dia para o outro, sem que nada o faça prever, a senhora acorde patareca de todo. Levanta-se, leva os dedos à torradeira, barra-os com pasta de atum e vai à sua vidinha sem dar conta que está pirulas de todo… E lá vai ela dizer a milhões de pessoas o que se pode e não se pode meter no cú.

 

Parece-me perigoso.

 

A dúvida está em perceber se este dia já chegou ou não. Ontem na rubrica dos artigos escaldantes (Hot Stuff) a velha incentivava os homens a comprar numa loja dos 300 um falso e farfalhudo rabo-de-cavalo cor-de-rosa. O macho teria depois, de o enrolar à volta da pila e com esta erecta bambolear a cintura (!?!). Recordo que há uma pila erecta a surpreender por entre um aglomerado de cabelos cor-de-rosa fictícios… E depois é suposto abanar a anca. “Ela vai desmanchar-se a rir”.

 

Lúcida a velha não está! Resta desvendar se já está passadinha de todo ou se se trata apenas de uma piada da gíria daquelas que só a malta do meio entende.

 

(Aparte: Aqui há dias um colega meu, depois de assistir a uma patacoada de uma gaja no transito ao volante de um bruta Mercedes, exclamou satirizando-a: “F#da-se!! Para ti um dois cilindros chegava”. E depois riu-se muito. Eu também me ri… mas não percebi. Presumo que aquele carro em particular tivesse mais de dois cilindros. Só pode. É só para que se esclareça que não me dou bem com piadas específicas) 

 

Honestamente! Quem ouve conselhos sexuais de uma tipa que foi parida ali algures entre a Era Mesozóica e a tomada da Bastilha*, não pode depois vir dizer que “não estava nada a contar ficar cheia de comichões na vagabunda”.

 

Deixo a pergunta à leitora. Alguma vez se dirigiu à sua avó com a questão “Vóvó, gosto de acariciar o ânus do meu parceiro mas ele fica constrangido… Que fazer?” ou “Apanho fortes diarreias depois de sexo anal desprotegido. É normal?”. Eu, pessoalmente, endereçaria à minha avó este tipo de vocabulário se a quisesse castigar por não me ter dado dinheiro para tabaco. “Vou fazer sexo anal na missa com uma divorciada”. As velhas beatas passam-se.

 

Mas lá está! Ninguém ouve a própria avó a falar de sexo (de forma condescendente quando ela diz que “O avô quando era vivo tinha vontades e servia-se de mim mas eu nunca o vi nu”, não conta). Contudo, ouvem a grande avó da televisão a mandar bitaites.

 

Enquanto matutava profundamente sobre o assunto ocorreu-me que o programa passa na SIC Mulher… E que não teria espaço numa hipotética SIC Homem. A diferença é que as mulheres adoram ouvir falar de sexo, ao passo que os homens adoram ver sexo, nem que sejam cães rafeiros à beira do viaduto.

 

Portanto sim! As mulheres ouvem uma velha a falar de sexo na TV. Da mesma forma que se o Tinky Winky tiver um programa de sexo na televisão, as gajas vão a correr ver o Tinky Winky a falar de sexo na televisão. Já os homens pagavam para ver o Tinky Winky ser enrabado pelo Dipsy.

 

Conclusão: Nada contra a velha. A sério. Apenas não me sai da cabeça que assistir aos Conselhos de Sue é como ver uma reportagem do cão surfista. É divertido, entretém. Mas há qualquer coisa de errado num cão em cima de uma prancha.

 

 

* A tomada da Bastilha foi a primeira instalação eléctrica… (ah ah ah!!!)




Aqui as perspectivas são diferentes… tão diferentes quanto um gajo e uma gaja podem ser
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