Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

  

Nos intervalos dos textos d’AGaja deixem-me só fazer aqui um apontamentozinho. Pode ser? Muito obrigado. Escrevo a propósito daquela que é talvez a maior das ironias nesta coisa de homens e mulheres. Falo da aparentemente inexplicável importância que os homens possuem em determinadas assoalhadas deste acolhedor T3 que é a sociedade.

 

Aqui há dias, ouvi num programa de rádio uma famosa cozinheira promover uns livritos que escreveu. Às tantas, a moça queixava-se que não existem grandes referências femininas na cozinha em Portugal. O que me leva à questão:

 

Como é que é possível que as mulheres não sejam as melhores naquilo que por tradição histórica estiveram confinadas a fazer ao longo dos séculos?

 

Não falo necessariamente de culinária. Veja-se a moda ou mesmo o importantíssimo mundo dos penteados. Estilistas, cozinheiros, hair-designers, etc, são os homens a dar cartas. Não compreendo. Escapa-se-me!

 

Para que se perceba a dimensão do ridículo, é como se, apesar dos homens andarem aos biqueiros a um couro há cento e tal anos, o melhor ser humano a jogar futebol fosse uma mulher. Impensável? Com certeza que é! A aptidão masculina para o futebol é superior porque traduz uma dedicação maior por parte desse género à actividade em questão.

 

Ora por cada grande Chef macho deveriam existir centenas de famosas gajas cozinheiras. Mas não!

 

Na alta-costura encontram-se grandes nomes masculinos apesar de, genericamente, os homens não saberem ao certo o que é uma agulha. Apetece concluir que a partir do momento em que o homem descobre o que é uma agulha se transforma imediatamente num hábil costureiro. E a mesma lógica se aplica à colher de pau na cozinha. Como se tivéssemos um dom natural para fazer absolutamente tudo bem feito se assim entendermos. Simplesmente, ao longo da história, tivemos coisas mais importantes com que nos preocuparmos (como traçar o destino da humanidade) e fomos delegando nas gajas as coisinhas menores.

 

Algures no curso da história alguém (homem) deliberou o seguinte “Venham cá todas (clap clap). Fazemos assim gajedo! nós tratamos do Mundo, vocês tratam da roupa interior e de meter legumes no tacho ok? Mas não se preocupem, assim que for preciso fazer algo mais complicado, nós enviamos um dos nossos tá bom?”

 

O número de reis, generais, imperadores, revolucionários, artistas, filantropos, desportistas, poetas, filósofos é incontável. Já quando se fala nas grandes gajas da história lá vão elas bater à porta da Joana d’Arc (que ouvia a vozes) e da desgraçada da Cleópatra (que atirava p’ra p#ta). As gajas são uma espécie de testemunhas de geová sempre a azucrinar. A Cleópatra, quando lá vão bater ao mausoléu, limita-se a retorquir maldisposta “O quê menina? É outra vez para servir de exemplo e dar a cara enquanto mulher importante no curso da história? Sempre a mesma coisa! Vai chatear o Camões!” um homem lá está…

  

 

PS: O que é que distingue Joana d’Arc e Alexandra Solnado além da fogueira?




Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

 

Foram precisas resmas de anos para que estes seres aprendessem a prever as consequências dos seus actos, mas não! No alto da burrice pensavam que estávamos apenas a ser suas seguidoras e criadas. Juntar letrinhas? Formar palavrinhas?

 

Irrita muito à AGaja que se fale só no homem, nas suas proezas e conquistas sem que se fale na mulher. Qual é o objectivo em minimizar o seu papel?

Muito agradeço aos grandes nomes femininos que quebraram barreiras e valores impostos. Nefertiti, Cleópatra, Joana D´Arc, Marie Curie, Alice Walker, Margaret Thatcher são exemplos como a mulher poder ser grande e dividir em harmonia o poder com o macho. Ah! E a todas as anónimas que contribuíram e contribuem para a nossa evolução. Será que os homens dão o devido valor às que ajudaram ao progresso da humanidade?

 

A essência masculina reflecte o machismo que ainda hoje verificamos em certos abrunhos. Continuam a tentar inibir a nossa capacidade maravilhosa e o nosso grandioso potencial.

 

Sabem o que é triste?

Triste é que muitas de nós concordamos com esta sociedade patriarcal. Deixamos que o homem domine, manipule ou transforme conforme quer. É um dispor consentido. Até quando vamos aceitar o papel da sombra?

Minhas lindas não se iludam! A culpa é nossa! Afinal quem é que os cria? Nós! Quem é que os educa? Nós! Continuamos a cair no mesmo erro? Claro!

 

Ainda há quem os crie com posições conservadoras que no futuro só poderá trazer atrasos na evolução enquanto seres que vivem no mesmo espaço.

 

Esperança? Sim claro! As coisas estão a mudar… oh se estão.

 

E… 

…Eles estão cada vez mais confusos…

 

Olha ali um pilha de roupa para passar! Humm…

Acho que te vou apresentar ao Casal.

 

- Dr. Ferro e Dra. Tábua aqui está OGajo.

 

Haja paciência.




Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

 

No meio das tarefas domésticas dei por mim a pensar no texto d´OGajo.

M#$%da para a evolução. Que raio de desenvolvimento ou transformação gradual e progressiva foi esta? Lavar a loiça, limpar o pó, aspirar, lavar a roupa, passar a ferro e étecetras continuam a fazer parte da vida de qualquer Gaja. E para somar aos afazeres, ainda cuidamos de um tamagotchi que possa andar lá por casa.

 

- Não sejas ingrata, tu votas e até te deixam trabalhar...

- Pois sim!

 

Meus queridos, se o vosso 1.º pensamento ao ler as minhas primeiras palavrinhas foi: “Ah e tal, eu até que ajudo o meu amorzinho” Eu digo: “Ajudar? Ajudar?”

 

Poisé, os homens não deviam ter na cabeça que devem ajudar, devem sim, ter sempre presente a palavra PARTILHAR.

 

Ora se vivem (ou sobrevivem) nas mesmas 4 paredes, porque raio é que não podem partilhar as coisas a fazer?

 

Não, é difícil para eles. “Querida já coloquei as meias no cesto”

Que é isto???

Informam as donzelas como se estivessem a fazer um favor? Mas é preciso tirar algum curso para mexer os dedos de uma mão e agarrar nas peúgas e deposita-las no cesto da roupa? Se calhar é! Para eles, o nível de higiene e decoração limita-se a combinar a cor das mal cheirosas com o soalho ou o tapete do quarto.

 

No limite da paciência, lá explicamos que a partilha e cooperação é fundamental. Em vão? Algumas vezes. Porquê? Porque ao chamarmos à atenção em demasia, dizem que os estamos sempre a criticar e sentem-se intimidados com a nossa posição.

Tss… Tss… Tadinhos.

E se ouvissem logo à primeira? E se para além do ouvir, tentassem perceber o que realmente vos queremos dizer?

 

Em frente…

 

Chego ao dia de hoje e vejo os gajos intimidados com a nossa suposta independência e com a nossa liberdade verbal.

Intimidados com o quê? Por não termos vergonha da nossa beleza? Inteligência? Sucesso? Dinheiro na carteira? Casa própria? Intimidados com o quê?

“Ai a gaja é linda, não me vai ligar nenhuma”

“Ai a gaja sabe falar sobre tudo, e eu não”

“Ai a gaja ganha mais do que eu, e não a quero a sustentar-me”

“Ai a gaja mora sozinha, tem defeito”

“Ai a gaja é mais alta do que eu”

 

E se fechassem a matraca e utilizassem aquela parte do corpo humano que assenta no pescoço para usarem as coisas de que se lamentam para o bem comum?

 

Eles agora até se queixam da falta de atenção, e que não os elogiamos…

Afinal o que querem eles? Voltar ao século passado?




Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

 

 

AGaja e OGajo agradecem este belo destaque.
 
Obrigado ao 
 
 
Nota:
Quase Quase a chegar a resposta d´Agaja. J

sinto-me Feliz


Terça-feira, 12 de Maio de 2009

 

Diz AGaja que quer uma massagem aos pezinhos… pois ‘tá claro! (que vou fazer).

 

E pensar que nos bastou um erro para darmos por nós muito atarefados a satisfazer-lhes todos os caprichos. Esse erro meus caros, foi menosprezar a maior das armas femininas. Já lá vamos! (prometo explicação com precisão histórica).

 

Importa, antes de mais, dizer que as gajas nos invejam. Invejam o homem pelo seu papel histórico e admiram secretamente a forma como as relegámos para um cantinho da História com uma subtileza pouco expectável até. (por esta altura já está o gajedo todo em polvorosa).

 

A essa subtileza demos o nome de “cavalheirismo”. O cavalheirismo nasceu como medida compensatória ao entalanço social que os homens infligiam sobre as gajas. “Tudo bem que não votas, não tens direitos e em casa é ao murro até cuspires dentes. Mas, fica prometido que te ajeito a cadeira se um dia tiveres a sorte de te levar a algum lado. Ah e és linda!” Os elogios nós percebemos desde cedo que resultavam.

 

Só que um dia as gajas acordaram todas giras e pensaram assim “calma lá, a distribuição de responsabilidades, direitos e deveres no mapa social é desigual consoante o sexo da pessoa” que é como quem diz “os gajos andam a fo#£*-nos e a gente a ver”

 

Durante anos cozinharam secretamente a cambalhota social que hoje vivemos. E foi então que o homem tropeçou na mais antiga rasteira do mundo, a subestimação (olha que tempo verbal tão pouco agradável à leitura). O desdém, portanto.

 

Nos intervalos das bofetadas o que é que as mulheres faziam? Converseta, pois claro. Falavam umas com as outras. Conversa menor e sem importância, se além de apanhar não fazem nenhum, que falem umas com as outras que também não atrapalham. Foi este o pensamento masculino e o seu equívoco fatal. As gajas utilizaram a converseta como os brasileiros a capoeira.

 

Também os colonos portugueses se borrifaram para o invulgar bailado indígena até ao dia em que se apanharam a dizer “espera lá!?! estou a ser agredido com passos de dança? Quão mais humilhado poderia estar a ser?!” intrigava-se o português enquanto era pontapeado na cabeça ao ritmo de berimbau.

 

Da mesma forma, nós, os gajos, pensávamos que elas faziam aquilo (falar) para se recrearem quando afinal estavam a preparar uma revolta.

 

Tal como os escravos também elas aprimoraram uma arte. A de aproximar letrinhas e articular palavras umas a seguir às outras de uma maneira, muito interessante, que faz com que basicamente tudo faça o sentido que elas querem que faça. A arte da retórica. O homem, desprevenido, não estava preparado.

 

À imagem do colono agredido com o que julgava ser uma dança inofensiva, os homens contemporâneos exclamam hoje “calma lá! Mas estas gajas agora vêm cheias de converseta para cima de mim? Estou confuso! Não era um hobby?”

 

Contudo, gajedo que me lê, erros foram cometidos na vossa revolta. Erros que a História se encarrega de repetir. Fica para outro dia o discorrer sobre a matéria.

 

PS: O folhear irado de uma revista do social marca a cadência sonora da revolta. A TV 7 Dias é o berimbau da modernidade.




Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

 

Não me dá jeito falar da janela da torre, tenho que gritar e faz mal a minha linda voz. Dêem-me só um tempinho para que possa descer os degrauzinhos e falar com um tal d´OGajo que tem a mania que é esperto. Lá em baixo e frente a frente é melhor. Dizem por aí que a linguagem corporal interessa nesta coisa do entendimento entre partes.

 

Tec Tec Tec Tec Tec Tec Tec Tec …

(Som dos passinhos delicados e apressados da Princesa AG)

Tec Tec Tec Tec Tec Tec Tec …

(No alto dos seus saltos enquanto desce as escadinhas do seu castelo).

Tec Tec Tec Tec Tec Tec…

(Continuando a descer)

Tec Tec Tec Tec Tec

(Um elevador dava jeito)

Tec Tec Tec Tec

(##$#% para OGajo que foi um querido ao inventar um castelo).

Tec Tec Tec

(Humpfs)

 

… Minutos depois …

#Histeria On#

Em bicos de pés e de indicador a abanar no ar (coisa típica do sexo F) começa a histeria:

- Ouve lá! Tu… E … Não… Sempre… Mas… Pronto… Nunca…

- Oh minha princesa…

- Não me deixas falar? Lá estás tu… e… Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá

#Histeria Off#

 

Apesar de nunca teres dito que o homem pensava sempre em sexo, será que não posso ir para o caminho que quero? Não foi para contrariar! É tão simples como isto: Falo sobre o que me apetece quando me apetece. Irra! Já devias ter aprendido que AsGajas dão sempre a volta ao assunto e acrescentam sempre mais qualquer coisa. Que mania que os homens têm de nos controlar o caminho a seguir. Nós somos melhores a escolher os percursos. Quando não somos, paramos para pedir ajuda e orientações, coisinha que vos é difícil não é?

 

Mais informo o meu caro OGajo, que a análise do anterior texto mereceu a minha melhor atenção. Facilitou a definição das condições apropriadas para produzir uma razão em favor da própria opinião.

 

Perceberam? Não? É essa a ideia. Nós somos assim. Gajas!

É que o OGajo também me confundiu…

 

1 Ponto:

Utilizar palavras como inconsciente e subconsciente é sempre escorregadio. Falas de dois vocábulos como se tivessem o mesmo significado. (Errado)

 

2 Ponto:

Insistir em perguntar porque é que OsGajos pensam naquilo é tão estúpido como a resposta. Mesmo assim queres? Porque simplesmente é bom ora. Estúpido é teorizar sobre o tema. Fiquemos pela explicação mais directa e sincera, “Se é bom é deixar ser bom”.

 

2.1 Ponto:

Parece-me absurdo ter que afirmar que vós, do sexo oposto não são vazios e não pensam exclusivamente em sexo. Porém, ele está presente em boa parte dos vossos/nossos pensamentos. Dizer “Pensar em sexo 24 horas por dia” é bem mais aliciante do que dizer “Pensam em sexo 13h por dia” ou “Pensam Quase sempre em sexo”. (AGaja tenta ir para um lado e leva com teorias de Bairro Alto).

 

3 Ponto:

Nós somos melhores e estamos fartas de saber disso, somos superiores mas preferimos ALGUMAS vezes esconder esse estado. Porque nos é conveniente, porque a excessiva exposição traz problemas e tarefas adicionais. (Gatas = Mansas e Manhosas).

 

4 Ponto:

OsGajos têm uma péssima mania de se subestimarem quando encontram uma mulher bonita e que pensa. Se realmente estiverem intimidados, vai um bitaite? Não falem muito! Antes um abrunho quieto com um ar sedutor do que um Chico esperto que acha que tem o dom da palavra.

 

5 Ponto:

Como gosto muito da táctica Banho-Maria (coisa à Gaja), vou ficar à espera que desenvolvas um pouco mais a Temática Conquista/Engate.

Estou curiosa sabes…

 

- O que é a táctica BM?

- Ahhh isso agora fica para depois. Entretanto, vou ali só tirar os sapatinhos que me estão a moer os pezinhos (por tua causa) e sempre fico com algo a jeito para o caso de ser necessário atingir alguém. (Uma gaja defende-se com qualquer coisa).

Se fazes o favor acompanha-me, anda ali ser útil vá.

 

Apetece-me algo…. Sexo? Não! Uma massagem aos pezinhos de Cinderela…




Aqui as perspectivas são diferentes… tão diferentes quanto um gajo e uma gaja podem ser
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