Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

 

Como terá reparado o leitor mais atento, AGaja dedicou os seus últimos TRÊS posts ao sexo oral. Eu com franqueza consigo dedicar à mesma temática 3 palavras: Gosto. Faz mais!

 

É nestes pormenores que este blog cumpre a sua função, ajudar a determinar as diferenças entre os sexos. Contudo, hoje vou abraçar o tipo honesto e preocupado com o mundo em que vivemos que há em mim para, primeiro; fazer uma confissão, e segundo; lançar um apelo.

 

Confissão: Eu não gosto de fazer sexo oral.

 

“Ai Jesus o que ele foi dizer numa sociedade que se quer sexualmente justa e equilibrada…”

 

Não gosto e acabou! O que é que me vão fazer? Vou para a prisão dos minetes? São três as razões fundamentais: Não me é agradável. Julgo não ter muito jeito para a coisa. E finalmente não é graficamente bonito. Dá a impressão que acabei de ser parido outra vez, já com um metro e oitenta e que fiquei por lá atarraxado com a língua.

 

“Ah e tal eu dei-te com os queixos agora tens de cá vir dar chicotadas de língua” (o famosíssimo argumento da reciprocidade oral). A dada altura o br&che deixou de ser uma forma de sexo baseada num prazer altruísta para se transformar num veículo para se conquistar o direito ao minete.

 

Minhas fofas, isto não são os pontos da Vodafone. Vocês não andam a acumular créditos para depois ganharem umas borlas. Portanto, gajedo que saca bicos por pontos; deixem-se disso. Se não quiserem não façam. Se perdem pontos? Claro que perdem, nós também os perdemos se nos recusarmos. Honestamente, alguém fica realmente satisfeito se não houver prazer do outro lado? Quem quiser assistir a um frete ofereça o Diário Económico à sua cara-metade. A única responsabilidade no sexo é dar prazer ao outro e conseguir desse acto retirar satisfação. Ou ir às p#tas.

 

“Tudo o que disser pode e vai ser utilizado contra si em tribunal”

 

O problema é que os homens não podem dizer que não gostam ou que não estão com vontade. Não. O homem tem de ser um Schwarzenegger programado para agir sexualmente em todas as frentes, sem pestanejar, sem vontade própria e sem direito ao “não”. Um homem que ouse dizer algo que não jogue com a imagem de cro-magon sem cérebro, (ou que tendo um, que esteja alojado num dos testículos) tem de se preparar para sofrer duras represálias sociais.

 

Este post é amigo daquelas coisas que as mulheres adoram. Igualdade de género e não sei quê. Mas do avesso. Vocês tiveram sempre direito aos vossos “nãos”. “Hoje não, amanhã tenho de me levantar cedo “, “No rabinho não que dói”, “Claro que não te vou sacar um bico, és hediondo do ponto de vista físico”. Frases que qualquer individuo sexualmente activo já terá ouvido.

 

Contudo, um homem só pode evacuar-se ao acto sexual caso a pila lhe seja arrancada desafortunadamente entre degraus de uma escada rolante em movimento, e mesmo assim teria de dizer bem alto para o mundo inteiro ouvir “Enquanto houver língua e dedo não há mulher que meta medo”.

 

É duro e injusto lidar com a impossibilidade de dizer “não”. É tempo de dar aos homens a palavra e o direito à nega sem que isso nos diminua sexualmente. Às vezes apetece ver o Dr. House, e depois?

 

Sim! Temos o dever de as fazer vir que nem umas malucas, pô-las a guinchar a palavra “guindaste” sem que elas percebam muito bem porquê, mas não à custa da nossa demissão enquanto seres pensantes, sensíveis e auto determinados.

 

“Não me apetece”, “Não gosto de te lamber a patareca”, “Hoje prefiro ver o Dr. House”.

 

É este o apelo: Homens! Saiam do armário heterossexual onde convivem com sacos desportivos com o símbolo antigo da Adidas e digam não! Não à asfixia sexual! Não à ditadura do sim robotizado! Digam comigo: HOJE QUERO VER O DR. HOUSE!!

 

 

PS1: Não se aplica àqueles que abdicam de sexo para ver a Anatomia de Grey. Isso já é paneleirice.

PS2: É possível que o eleitoralismo me tenha afectado.

PS3: Mas eu gosto de sexo hã?!? Á brava!



publicado por OGajo às 10:02 | link do post | Colocar Preservativo | favorito

10 Preservativos:
De Crente a 9 de Setembro de 2009 às 14:25
A minha às vezes também me apetece ver o Dr. House... e sou gaja. Posso?


De abelha-maia a 9 de Setembro de 2009 às 17:02
Eu tb gosto de ver Dr. House!
Agora há gajos ke não gostam de fazer minetes...há gajas ke não gostam de fazer broches e assim por diante!
O mais importante é respeitar cada ser... seja gajo ou gaja.
Mas se não keres parecer ke acabaste de ser parido...muda de posição!
Quando vcs pedem determinada posição e vos dizem ke não...ficam FULOSSSSS.
Agora quando as gajas vos pedem algo ke gostam e vcs n apreciam... "EU NÃO FAÇO FRETES!!"
Ora as gajas tb não fazem fretes!!!


De umaoutragaja a 9 de Setembro de 2009 às 17:10
Abelha, :-)
Nem mais!
Não aos fretes!


De OGajo a 9 de Setembro de 2009 às 17:16
Precisamente. Nada de fretes (de parte a parte), é uma questão de encontrar a harmonia e a compatibilidade.

"A única responsabilidade no sexo é dar prazer ao outro e conseguir desse acto retirar satisfação."

Sem machismos e coisas dessas. Apenas a busca da harmonia :)


De João a 10 de Setembro de 2009 às 02:45
O sexo devia ser um momento agradável passado entre duas pessoas (Ok, podem ser mais mas normalmente) em que ambas deviam estar á vontade com o que estão a fazer.
A partir do momento em que já é "robotizado" o homem/mulher já não passa dum/a gigolo/put* e acho que ninguém gosta de ser gigolo/put* . As coisas dão mais gosto fazer quando estamos descontraídos, as pessoas não deviam fazer sexo "porque sim" deviam fazer sexo porque lhes apetece.
O Robocop já não tem óleo e acho que há mulheres que têm de perceber isso.


De AGaja a 10 de Setembro de 2009 às 10:00
Olá João

"A partir do momento em que já é "robotizado" o homem/mulher..." devem saber dizer adeus e partir para algo que os satisfaça fisicamente e mentalmente.

Obg pela visita e volta sempre.


De João a 11 de Setembro de 2009 às 06:48
Concordo contigo mas na realidade as coisas não são sempre assim, os casais normalmente habituam-se a determinados comportamentos. Na realidade a maioria dos casais não vivem satisfeitos tanto com a vida sexual como o resto.
Na maioria dos casos a única coisa que os prende são no caso de ser casados os bens no nome dos dois, filhos e a "responsabilidade" de já ser casado, se o casal não for casado normalmente o que prende uma pessoa á outra(nestes casos) são os problemas financeiros de uma das partes.
É feia mas é a realidade das coisas. ;)

Fica bem
João


De http://shakermaker.blogs.sapo.pt a 10 de Setembro de 2009 às 18:23
Ora viva!

Obrigado por esta mensagem de esperança e incentivo para todos os homens que são obrigados a fazer minetes nas horas de futebol na televisão ou quando estão a dar as nossa séries preferidas.

Uma vez fui obrigado a passar o corredor a pano enquanto estava a dar um filme do Steven Segal. Ainda hoje sofro com isso. Marcou-me muito.

Um abraço...
shakermaker


De mfc a 11 de Setembro de 2009 às 18:39
Não sou peremptório!
depende da vasilha.


De blue258 a 28 de Setembro de 2009 às 14:43
OGajo , então, " não à asfixia sexual"? Muito bem.

Mas já que gostas de História, relembro-te: e a asfixia sexual (para não falar na ideológica etc , etc ) a que as mulheres foram sujeitas durante todos estes séculos?
Onde é que isso fica? Pois é. Os homens acusam-nos de só olharmos para o nosso umbigo - de usarmos a igualdade de direitos e não sei quê não sei que mais... mas na primeira oportunidade sacam do mesmo argumento e põem-se logo a fazer queixinhas.


Numa coisa concordo contigo - fazer sem gosto ou sem jeito - realmente mais vale não fazer. Mas aprendia-se. Adquiria-se o gosto pela coisa.

Porque não posso deixar de dizer, eu sou apologista do fazer o que o outro gosta - e da reciprocidade. Se não for nisto, noutra coisa será.



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